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Homenagem da vereadora Cleide Kamchen na Sessão Solene alusiva à Semana dos Idosos


Data: 13/10/2017

Acompanhe a homenagem da vereadora Cleide Kamchen durante a Sessão Solene alusiva à Semana dos Idosos. O evento corresponde a Decreto instituído pela Câmara Municipal de Pomerode e foi realizado na terça-feira (10/10). 

Homenagem da vereadora Cleide Kamchen
Como não sabemos o que pode vir a ocorrer daqui a 1 minuto e que o depois, o mais tarde, o amanhã, o ano que vem são momentos incertos, não hesitei em homenagear a minha mãe, Célia Kamchen. Inicialmente, trago alguns dados da homenageada. Célia Kamchen nasceu em Pomerode no dia 09 de janeiro de 1954. É filha de José Marcello (falecido em maio deste ano) e Ellinore Marcello. É casada com Valmor Kamchen. É mãe de Cleide Mara Kamchen (eu) e Claus Roberth Kamchen. Tem 02 netos: Fernanda Ellen Kamchen e Henrique Guilherme Kamchen. Célia é formada em Letras, Português, Inglês pela FURB, com as suas respectivas literaturas: inglesa, americana, portuguesa e brasileira. Também é formada em Pedagogia pela Uniasselvi. Tem 02 especializações: em Inglês e a outra em Gestão do Conhecimento e Gestão Escolar. Célia é professora e desde nova envolvida com a área da Educação. A partir de 1978 atuou como professora na Escola Estadual Básica José Bonifácio com contratos temporários por alguns anos, pois era considerada, pela professora falecida Amália Anders, uma excelente aluna na Língua Portuguesa. Em 1986 foi Diretora da APAE de Pomerode. De 1989 a 2000 lecionou no Conjunto Educacional Dr. Blumenau, atualmente Colégio Sinodal Dr. Blumenau. Em 1992 foi nomeada como professora da Rede Pública Municipal de Ensino, lecionando em diversos estabelecimentos de ensino, se aposentando pelo FAP em 2011. Desde 2002 até os dias atuais, leciona, como professora efetiva/concursada de inglês, na Escola Estadual Básica José Bonifácio.  Aliás, Célia considera a diretora, a professora falecida Dona Amália Anders como a sua madrinha na Educação. Então, de uma forma resumida trouxe essas informações, pois conforme o escritor americano, Mark Twain: ‘as biografias são apenas as roupas e os botões da pessoa. A vida da própria pessoa não pode ser escrita’. Continuando, oportuno citar que, Célia Kamchen, como mãe, sempre incentivou a mim e ao meu irmão, a aprender, a estudar, a questionar, a pensar, a despertar o senso crítico. Sempre reforçou a importância dos desafios, dos adversários fortes, pois aprendemos com os mesmos e eles nos fortalecem. Educou a mim e ao meu irmão a respeitarmos e a sermos respeitados, reforçando sempre que caráter, honestidade, dignidade, humildade, se sobrepõem a um título, a um cargo. E como professora transmite estes mesmos princípios e valores aos seus alunos. E no ambiente escolar estimula, incentiva com dedicação, com propriedade a arte de pensar, despertando a curiosidade e o senso crítico. Afinal, ser professor, para ela, não é apenas uma profissão, mas é a razão principal pelo crescimento do seu semelhante como cidadão e como ser humano. E sendo sua filha, sei que você, nos dias atuais, encara dificuldades e desafios com a maior naturalidade e em nenhum momento ouvi da sua boca: estou me sentindo uma velha. Pelo contrário, por diversas vezes você menciona brincando: sou uma centenária, tenho cento e vinte anos de idade, mas estou aqui firme e forte. E diante da sua fala, Célia Kamchen, ressalto que há uma diferença entre ser uma pessoa velha e ser uma pessoa idosa. A pessoa velha é a aquela que perdeu o sentido da vida. Que perdeu a alegria, que perdeu a vontade de ensinar, a vontade de viver. Na vida de uma pessoa velha ainda só existem ‘ontens’. A pessoa velha parou no seu tempo, somente descansa, vive desanimada. Já a pessoa idosa tem idade. É apenas um conceito social. A pessoa idosa ainda aprende, ainda sonha. A pessoa idosa tem no seu dia a dia amanhãs, têm planos, tem uma vida ativa. A pessoa idosa se moderniza e compreende os novos tempos.  Aliás, a pessoa idosa, guarda e tem a esperança de nunca ficar velha. Ou seja, a pessoa idosa e a pessoa velha podem ter a mesma idade, porém são diferentes na mente e no coração. Portanto, as pessoas idosas ainda têm condições de contribuir em muito com a nossa comunidade, com a nossa sociedade. A experiência e a sabedoria acumuladas, os conselhos e ensinamentos partilhados dos nossos idosos contribuem com a construção da entidade familiar, com a construção da sociedade e com a construção de cidadãos dignos. E a pessoa idosa merece respeito, pois respeitando as pessoas idosas estaremos preparando o nosso próprio futuro com respeito! Finalizando, felicidades, sucesso a todos os idosos! E, a você, minha mãe, Célia Kamchen, deixo estas palavras: eu tenho tanto pra lhe falar e com estas palavras eu soube mais uma vez dizer como é grande o meu amor por você. Amo muito você, minha idosa favorita.

 

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