Notícia

13/10/2017

Homenagem do vereador Sirio Jandre na Sessão Solene alusiva à Semana dos Idosos

Acompanhe a homenagem do vereador Sirio Jandre durante a Sessão Solene alusiva à Semana dos Idosos. O evento corresponde a Decreto instituído pela Câmara Municipal de Pomerode e foi realizado na terça-feira (10/10). 

Homenagem do vereador Sirio Jandre
Brueder Wachholz nasceu em 1929, é filho de Erich Wachholz e Maria Wachholz. Casou- se com Wanda Wachholz nascida Dias. Teve 04 filhos, todos casados, são eles: Asta Radtke, Cora Mette, Aldo Wachholz e Rose Mari Wachholz Jose. Tem sete netos, Raquel Schirley Mette, Rafaela Alessandra Mette, Michel Stephan Radtke, Kelen Karine Radtke, Luana Andressa Wachholz, Catharina Wachholz Jose e Johannes Wachholz Jose. Tem 02 bisnetos: Thierry Zancanaro e Isabelle Lessa. Conhecedor de cada palmo do nosso município é impossível não se encantar com as belas passagens vividas pelo pomerodense Brueder Wachholz. Vivenciou tempos que marcaram a história de Pomerode e até nacionalmente. Ainda hoje, com 88 anos de idade, desempenha a função de uma vida inteira, a de freteiro. Em julho de 2016 após passar por problemas de saúde, diminuiu bem o ritmo dos fretes, mas não conseguiu dizer não com facilidade, o que era de se esperar. Brueder Wachholz nasceu em Pomerode, na residência dos seus pais. Daquela época até hoje muitas coisas mudaram, as tradições, as festas, as brincadeiras, bailes, tudo era diferente. O senhor Brueder Wachholz recorda que na sua juventude, com 18, 20 anos, os bailes aconteciam nas casas das pessoas, eram chamados “bailes de schnaps” ou baile da cachaça. Começou cedo a trabalhar junto com os pais na lavoura. Estudava em um período e a tarde ajudava na lavoura, a cuidar do gado, das criações e de outros afazeres. Seu pai era alfaiate, então tinha que auxiliar a sua mãe nos afazeres da propriedade. Na juventude a maioria dos jovens servia o Exército Brasileiro e, com ele não foi diferente. Além de servir a pátria, o senhor Brueder fez parte das primeiras formações da Polícia.  Brueder Wachholz provavelmente é o único em Pomerode, ainda vivo, que fez parte da Fundação da Polícia do Exército, em 1948. O senhor Brueder Wachholz tem o maior orgulho, pois como diz, quem não serve ao Exército não é brasileiro. A partir do momento em que jurou à Bandeira, honrou a Pátria. Ainda recorda o dia em que o presidente da República foi até o quartel e escolheu a dedo os recrutas que formariam a Polícia do Exército. E o Senhor Brueder Wachholz foi um deles. Isso é motivo de muito orgulho. Então, até hoje ele desfila no Sete de Setembro, no Bloco de Veteranos. Após servir, o senhor Brueder Wachholz retornou à Pomerode e continuou trabalhando na lavoura, até que conseguiu comprar o seu primeiro caminhão. A lavoura naquele tempo não lhe trazia muito lucro. Depois de alguns anos de muito trabalho, comprou seu primeiro caminhão, contra a vontade de seus pais. Era um Chevrolet com cabine de madeira, e que trocou por uma caminhonete Ford. No início fazia trabalhos particulares, puxava madeira, levava mudança, o que chegava de trabalho ele fazia. Depois, fez trabalhos para a RGL, ia para cidades vizinhas levar e coletar material, fazia fretes para empresas, levando materiais para os portos de São Francisco, Itajaí e Paranaguá. Ele nos conta que na época existia apenas um posto de combustível e em anexo uma mecânica, na Rua Hermann Weege, onde hoje é o Goede Materiais de Construção. Tinha uma mecânica bem grande junto ao Posto e era onde ele levava sempre o seu caminhão. A maioria das estradas que ligam Pomerode era de terra, quando chovia era tudo muito complicado. A Serra que liga Pomerode a Jaraguá era muito ruim, então volta e meia precisava de mecânica. A primeira carteira de habilitação, o senhor Brueder Wachholz tirou com 20 anos e até hoje se matem ativo e realiza pequenos fretes. Hoje possui 68 anos de volante, faz pouco que renovou mais uma vez a sua habilitação. O seu atual caminhão está com ele há 38 anos e está em perfeito estado. O Senhor Brueder Wachholz lembra com emoção o período em que o Governo proibiu os imigrantes de praticar atos antes vividos na Alemanha. Por conta disso muitas tradições se perderam. Ainda lembra quando tinha dez anos e seu pai era porta bandeira de um clube e a polícia foi de madrugada e levou tudo. Então, depois disso, muitas coisas acabaram. Em casa o senhor Brueder Wachholz só falava em alemão e platt, bem pouco o português. Lembra que muita gente ia presa e pega em flagrante falando em alemão. Conta que passou por um período muito complicado. Quando retornou do Exército, o Senhor Brueder Wachholz acompanhou o renascimento de todos os costumes que foram proibidos na época da Segunda Guerra Mundial. Acompanhou a fundação dos 16 clubes de Caça e Tiro de Pomerode, que se deu a partir da década de 50. É sócio de dois clubes, o 1º de Maio e o Clube Pomerode. Nos dois participou como atleta de tiro, tendo muitas medalhas de competições em que participou. Ensinou muita gente a atirar também. No Exército aprendeu melhor a prática e era um dos melhores atiradores dos CCTS. Ganhou muitos títulos de rei nas festas e tinha uma equipe do 1º de Maio em que participava de competições de tiro. Para o senhor Brueder Wachholz é triste ver o tradicionalismo ser deixado de lado em nosso município e constatar que poucas são as pessoas que trabalham para mantê-lo vivo. Brueder Wachholz sempre gostou muito de pescar, sempre teve seu próprio arsenal de pesca, pescou entre Alto Palmeiras e Mato Grosso, com grande sucesso, na maioria das vezes. Agora mesmo depois de completar 88 anos ele comprou uma nova canoa! A vida para o senhor Brueder Wachholz é uma experiência constante em todas as suas fases... Na infância, juventude e madureza. Todas muito bem vividas e aproveitadas. E com grande contribuição não só para Pomerode, como para todo o país. Para o senhor Brueder Wachholz, cada fase tem seu encanto, sua doçura, suas descobertas. Sábio é aquele que como o homenageado desfruta de cada uma destas fases em plenitude, extraindo delas o seu melhor. Somente assim, na soma das experiências e oportunidades, ao final dos seus anos, guardará como ele, a jovialidade de um homem sábio. E que venham muitos anos ainda. O tempo passa suave para o senhor Brueder Wachholz. Desapercebido e sem avisar. Ser idoso é continuar como ele, seguindo em frente. Com planos a conquistar, tendo sempre em mente a vontade de trabalhar. Aproveitando a experiência dos anos já vividos, em sua longa existência, felizes ou sofridos. Mas plenamente realizados e desfrutados.